
"É por isso que somos especiais. Ficamos famosos. Ficamos ricos. Acabamos com os caras maus. E vamos embora. Nós somos os que quebram o molde." última história dos X-statics Um brinde a 2006. E a 2005 também. Apesar dos pesares, nao posso reclamar desse ano, que aliás uma palavra que o descreve é INTENSO. Coisas que aconteceram desde janeiro e pareciam tão longínquas que eu achava que foram em outro anos. Laços de amizade se tornaram mais fortes e novas ramificações surgiram. Bem inusitadas, por sinal. Cumpri meus objetivos maiores: voltei a escrever (como louco, por sinal, qualquer coisa me dá vontade de passar para o 'papel' - teclado, né); Desenvolvi-me academica e profissionalmente. Muito bom as pessoas já saberem seu nome, qual sua especialidade. Li mais, vi mais filmes, cumpri todos aqueles clichês. Até entrei em forma - DE BARRIL. Engordei 10 quilos, mas estou bem assim. Surpreendentemente o crème della crème pode ser provado por todos. Mas volto a ressaltar a importância de nesse ano descobrir que não estou sozinho nas minhas madrugadas de insônia. No meu ponto de vista da vida. Da luta de tentar transformar isso aqui (o mundo, nao o flog) num lugar melhor pela palavra. Que nosso 2006 tenha um ótimo texto. Que sua narrativa seja linear, que não sejam necessários antagonistas para se obter um bom clímax. (Não entrarei no clichè "se for para brigar , que seja com travesseiros...). Que o tempo psicológico passe mais rápido que o cronológico. Que os coadjuvantes se tornem elenco de apoio. Que o elenco de apoio se torne guest-star. Que o foco narrativo não se perca, preferivelmente que seja em primeira pessoa. Que os erros de grafia sejam apenas intencionais. Que os capítulos se encaixem e as calhas sejam preenchidas sem necessitar de explicaçao. Que as entrelinhas sejam compreendidas. Que as orações coordenadas sejam aditivas e não adversativas. Que o sujeito não fique oculto. QUe o verbo seja preferencialmente de ligação. Que possamos falar mais sim, ou pelo menos talvez. Que 2006 seja como um bom livro, que quando se fecha após ler a última página, haja um sincero sorriso de ponta de boca. São meus sinceros votos, aos meus amigos reais e virtuais. Eddie “Joey” Gomes Júnior




