sábado, 6 de outubro de 2007
Minha família voltou de viagem pelo interior de São Paulo, passaram por Votuporanga, região de São José do Rio Preto, e Braúna. Aliviado por não estar mais sozinho no mundo.
Eles estão ligeiramente decepcionados como está o interior, dá até desgosto, nas palavras da minha avó: os pomares de sua infância pai não existem mais, agora todas as fazendas não passam de pastos e plantação de cana. O ar está seco, o cheiro de cana queimada.
Se o “bio-combustível” está fazendo isso com o interior, imaginem o que fará com as florestas.
Depois de ler isso, minha mãe:
“Eu não estou ligeiramente, estou TOTALMENTE decepcionada! Acabaram com o estado de São Paulo...”
+
Minha mãe:
- Na ida fomos pela Bandeirantes e pela Euclides da Cunha, então foi tranqüilo.Na volta pegamos uma estrada toda esburacada...
- Esburacada? Parecia que os bofes iam sair pela boca! – diz minha avó.
- A gente não sabia se estava na estrada certa, 3 da manhã, sem iluminação nenhuma. Quando vimos uma homem andando no acostamento, então minha mãe diz:
- Olha, um homem com uma foice e um machado na mão!
E meu pai pára o carro para pedir informações.
+
Meu tio-avô, irmão de minha avó e 5 aos mais novo, cabeça e bigode branquinho:
- É, eu também estou na bengala.
- Não - interrompeu minha avó -, eu não estou na bengala por estar velha, só estou usando porque eu quebrei a perna!
Ele arregalou os olhos como se tivesse tomado um susto.
Minutos depois, ele diz:
- Você não mudou muito...Você era brava, não é?
- Eu chegava da roça e ainda tinha serviço de casa pra fazer, queria que eu ficasse contente?
Certas coisas estão no sangue...
Minha família voltou de viagem pelo interior de São Paulo, passaram por Votuporanga, região de São José do Rio Preto, e Braúna. Aliviado por não estar mais sozinho no mundo.
Eles estão ligeiramente decepcionados como está o interior, dá até desgosto, nas palavras da minha avó: os pomares de sua infância pai não existem mais, agora todas as fazendas não passam de pastos e plantação de cana. O ar está seco, o cheiro de cana queimada.
Se o “bio-combustível” está fazendo isso com o interior, imaginem o que fará com as florestas.
Depois de ler isso, minha mãe:
“Eu não estou ligeiramente, estou TOTALMENTE decepcionada! Acabaram com o estado de São Paulo...”
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Minha mãe:
- Na ida fomos pela Bandeirantes e pela Euclides da Cunha, então foi tranqüilo.Na volta pegamos uma estrada toda esburacada...
- Esburacada? Parecia que os bofes iam sair pela boca! – diz minha avó.
- A gente não sabia se estava na estrada certa, 3 da manhã, sem iluminação nenhuma. Quando vimos uma homem andando no acostamento, então minha mãe diz:
- Olha, um homem com uma foice e um machado na mão!
E meu pai pára o carro para pedir informações.
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Meu tio-avô, irmão de minha avó e 5 aos mais novo, cabeça e bigode branquinho:
- É, eu também estou na bengala.
- Não - interrompeu minha avó -, eu não estou na bengala por estar velha, só estou usando porque eu quebrei a perna!
Ele arregalou os olhos como se tivesse tomado um susto.
Minutos depois, ele diz:
- Você não mudou muito...Você era brava, não é?
- Eu chegava da roça e ainda tinha serviço de casa pra fazer, queria que eu ficasse contente?
Certas coisas estão no sangue...

